quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Andando vai para a escola

Andando vai para a escola
Leonor, lentamente.
Vai atrasada, mas contente.

Leva nas mãos o caderninho
dos seus poemas e redacções,
a sua vida, as suas paixões,
ela leva pelo caminho.
Traz um casaquinho
mais branco que a neve pura
Vai pela relva, pela verdura.

Cai um pingo, subitamente
na face de Leonor
A chuva substitui o calor
e cai sobre ela e a sua sacola.
Correndo vai para a escola
Leonor, apressadamente.
Vai atrasada, mas contente.


Ana Catarina Barros nº4 9ºB

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Cronica

Naquela tarde de sexta-feira, como sempre, tinhamos aula de estudo acompanhado. Estava calor para a época, pois já estavamos em Outubro e as temperaturas ainda subiam aos 30ºgraus. A professora indicara a realisação de um trabalho: tinhamos de escrever uma cronica. Fiquei um pouco aborrecido, porque, além de cansado, nao me surgia nenhuma ideia sobre a qual devia escrever. Estive um bom bocado a olhar para o papel em branco.
Defenitivamente apetecia me desistir.
Enquanto fazia uns arabescos na folha do caderno, ia pensando nos bons jogos que a selecçao portuguesa tem feito nos ultimos tempos.
Com efeito, eu já pensara que nunca chegariamos a qualificar nos para o play-off. É certo que os portugueses, têm garra, este povo manifesta a sua ambição e a sua vontade de vencer nos momentos mais dificeis e quando tudo já parece perdido. Portugal tinha de vencer os dois jogos com a hungria e a Malta e esperar que a Suécia perdesse um jogo.
Quando dei por mim, estava a escrever uma crónica sobre futebol, quando no inicio nem uma palavra me apetecia escrever.

Ricardo Natividade nº 22 9ºB

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Carregada vem da fonte

Carregada vem da fonte,
Leonor pelo deserto,
Vem cansada e bem segura

Carrega dois baldes pesados,
Com as suas mãos sofridas
Vestida com roupas compridas
e sapatos acastanhados,
Todos os dias usados
Caminhando com amargura,
Vem cansada, e bem segura.

Usa um lenço de algodão,
Que cobre o cabelo volumoso
Indo no deserto ventoso,
Leva àgua à multidão,
Com toda a alma e coração
E com um pouco de formosura,
Vem cansada e bem segura.


Patrícia Matos nº20 9ºB

Carregada vem da fonte

Carregada vem da fonte
Leonor pelo deserto,
Vem cansada e bem segura
Com quatro homens por perto

Descalça vem da fonte
Tão formosa donzela
Carrega nos ombros a água
Para todos beberem dela

Cansada e escura
Transparente e cintilante
Vai formosa e vai segura
A água refrescante

Leve e Pura
Descalça vai, Leonor pela areia
A água a todos leva
Tanta falta faz a quem semeia.

Mariana Mota nº 17 9ºB

domingo, 6 de dezembro de 2009

A Neve Caía Sobre Paris


Quando acordei fui para o pé da minha janela ver a neve a cair e a derreter sobre o chão da Avenue Foch. Era o primeiro ano que eu passava sozinha em Paris. Tentava constantemente esquecer-me de que era Natal, para não sentir tanta angústia de estar só. Era muito triste passar o Natal, sozinha, sem a minha grande família.
Paris nesta época era capaz de ser a cidade mais bonita que já tinha visto!
Viam-se poucos carros na avenida. Estava toda a gente dentro das suas casas a festejar o dia de Natal.
Os meus pensamentos foram interrompidos pelo barulho estridente do meu telemóvel a tocar. De novo? Passara a manhã toda a tocar! E sempre que ia ver o remetente, eram familires ou amigos. Diziam sempre quase todos a mesma coisa:
- Estás bem? Porque é que nunca mais atendias o telemóvel? Não fiques triste, vais ver que para o próximo Natal ou vens tu a Portugal ou vamos nós ai! - era o meu irmão mais velho.
- Oh, não se preocupem, eu estou bem… - menti.
- Sabes? Mentes muito mal, miúda. Mas já sabes se precisares… - e deixou a frase a meio.
- Sim eu sei! Obrigada! - disse tentando tranquiliza-lo.
- Olha miúda, tenho que desligar… Já sabes que ligar para ai fica caro! Beijinho. Porta-te bem. Nada de noitadas… - avisou, dando uma gargalhada.
- Não te preocupes, eu porto-me bem. Beijinho. - e desliguei.
De todas as más experiencias que tinha passado, esta estava sem dúvida no top das 10. Nunca mais queria passar o Natal, sozinha, nem mesmo que fosse numa das cidades mais bonitas que alguma vez conhecera. O Natal sem a família era muito triste.
As horas iam passando, Paris ia anoitecendo, á medida que a neve caia. E eu continuava sentada no cadeirão, com a lareira acesa.

Lá vai a Leonor

Carregada com as compras vem
Leonor pelo comprido passeio;
Vai cansada e sem receio.

Leva na cabeça uma fita de jornal,
Os pesados sacos na mão,
Os sapatos de cabedal,
A alegria no coração;
Traz um brilhante vestido,
Que esvoaça no recreio.
Vai cansada, e sem receio.

Os seus morenos cabelos,
Os olhos de doce mel
Entre castanhos novelos
Presos por um cordel.
E vai com o marido carpinteiro,
Vai cansada e sem receio.

Que é para ti o Natal?


Natal. Mas, afinal que significado esta palavra terá para as pessoas? Ou talvez não seja apenas uma palavra. Será que para o nosso mundo significa mais que isso? Para muitas pessoas esta época representa apenas um dia ou uma noite em que se oferecem presentes, beijinhos e uma ceia de Natal… É pena!
Estava uma noite mágica, as estrelas no céu dançavam, e fazendo pares, viravam-se umas para as outras, e a alegria da nossa casa sentia-se à distância. Naquela casa um pouco antiga, onde a lareira, ainda, aquecia aqueles que se juntavam á diversão, á felicidade e á descontracção que reinava. As minhas tias e a minha mãe estavam a fazer os últimos preparativos para a ceia de Natal, quando ouço uma pequena discussão dos meus avós, sem qualquer importância ou relevância, uma coisa do acaso. Mas, não sei porquê, apeteceu-me olhar para o céu, para as casas vizinhas, para uma pequeníssima parcela do mundo, e pensar. Aquela discussão, se assim quisermos chamar, não tivera um papel importante naquele momento, é normal as pessoas discutirem assuntos, e além do mais, tudo acaba sempre por se resolver.
No dia 25 de Manhã, à entrada da igreja, senti um arrepio ou algo do género, por olhar para aqueles idosos, que apesar do frio que fazia, estavam lá a ouvir a Palavra de Deus. Olhei para fora da igreja e vi casas, casas onde camponeses, talvez, cansados e fartos da vida que levavam, dormiam ou pensavam na vida…
Que importância tinha aquela irrelevante discussão, se pessoas no Mundo, pobres ou infelizes, não podem ter um Natal como a maioria de nós. Que significado tem para elas o Natal? É apenas mais um dia em que têm de suportar a dor, a tristeza ou as condições precárias de vida. E, é no Natal, que somos mais solidários, por isso se este Natal vires que alguém precisa de ajuda, ajuda-a, nem que seja com o teu sorriso, pois vais ajudar alguém a sentir-se melhor.

sábado, 5 de dezembro de 2009

OlÁ...
Eu sou a Joana Gaspar e pertenço á turma do 9ºB.
Gosto que me chamem pelo meu nome, pois nao gosto muito de alcunhas...
Sou simpática, amiga dos meus amigos e vou contribuir com alguns textos para este blog.
Beijos para todos. =)

a minha apresentação

Olá! Eu sou a Patrícia Matos e tenho 15 anos, aluna do 9ºB, nº20 e vivo em Tomar. Nasci na Suiça, mas vivo em Portugal desde os meus 2 anos de idade. Gosto de ver televisão, ler, ouvir música, fazer compras, viajar, ver filmes, estar com os meus amigos. No futuro quero seguir Artes, gostava bastante de ser Designer ou Fotográfa.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Neve Branca

Fito-a através da janela
Enquanto cai. Lentamente...
Enquanto cai. Levemente...
Até pousar. Suavemente...
É branca, mais branca
Que o linho, mais branca
Que tudo. Caindo
Lentamente...Levemente...
O chão já não é preto
Parece que nunca o foi
Porque a neve lentamente
Onde cai levemente
Deixa tudo branco, suavemente...
Parou. Já não cai
Para lá da janela
Não cai lentamente, nem levemente
Mas lá permanece
Pousada suavemente.

Leonor na actualidade

Leonor vai depressa,
Depressa pela rua
Para onde irá ela?
Tão formosa como a Lua!

No seu sapato alto,
Na sua cintura delicada,
Sobe ela o asfalto e
Toda a gente fica embasbacada!
Direita como um garfo,
Leve como uma pena
Espalha só inveja...
Aquela inveja invejada
Reflectida na sua pele morena.

Continua o seu caminho,
De mala pendurada no braço
Agarra no telemóvel,
Mas...Ai! Que embaraço!
Tropeça na sarjeta,
Cai em cima duma poça
Parte o salto e o telemóvel...
Ai! Que desgraça!
No meio de tanta confusão,
Perde a completa noção...
Mas rende-se à evidência,
De que salto no asfalto,
Não funciona, não!

Leonor não vás depressa,
Vai devagar pela rua
Onde quer que tu vás,
Serás sempre formosa como a Lua!

Eu, a minha reflexão e o mundo

Ali estava eu. Deitada na relva a olhar para o céu, acompanhada de amigos que estavam a conversar. Pois, eu sei é que não estava a ouvir nada do que eles estavam para ali a dizer. Naquele dia estava pensativa, empreendia numa história que uma amiga minha me tinha contado há uns tempos. Era mais ou menos assim:
"Ela tinha uma melhor amiga. Dava-se bem com toda a gente. Mas as pessoas mudam. E aquela que, num dia, era a sua melhor amiga, no outro, era uma estranha que vagueava ao seu lado a falar só sobre si sem pensar se a outra rapariga queria dizer algo ou não. Tudo tem o seu limite. E ela acabou por chegar ao seu. Afastou-se... Cansou-se de ser tratada como inferior. Já não se falam. Já não dizem olá. Já não se conhecem. Os dias seguintes foram difíceis. É como se toda a gente se tivesse afastado dela. E de facto, era verdade. Quantos mais dias passavam, mais a rapariga se apercebia que a que se denominou de sua melhor amiga em tempos, agora afastava toda a gente de si, deixando a rapariga sozinha. O tempo passou e tudo foi deixado para trás. Seguiram caminhos diferentes pela mesma estrada...".
Agora, eu reflicto. Reflicto sobre o mundo em que vivo e as pessoas que o habitam. Lembro-me de quem gostei, de quem apoiei e de quem no fim me desiludiu. A verdade é que as pessoas mudam. E isso entristece-me muito. Para ser sincera, custa. Custa imenso. Custa-me saber que o mundo está cheio de pessoas com más intenções. Custa-me saber que pessoas sofrem todos os dias, choram a todos os minutos e levam uma vida inteira a morrer de solidão. E sabem que mais? Custa-me ainda mais saber que um dia tive pessoas a meu lado que se diziam minhas amigas, mas que não acreditavam numa única palavra que saía da minha boca.
E aqui estou eu. Pronta para dormir mais uma noite com a esperança de que o dia seguinte me sorrirá mais que o anterior.

A minha apresentação

Olá :D
Sou a Carina, tenho 14 anos e vivo em Tomar.
A minha grande paixão é a música e o meu vício é o telemóvel.
Tenho um "ligeiro talento" para fazer poemas e uma grande panca por MJ.
Ainda não sei o que vou ser quando crescer, mas espero ficar a saber no final deste ano...
Espero que gostem do nosso blogue! ^^

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Sou o Gonçalo, tenho 14 anos e vivo em Tomar. Gosto de praticar desporto (correr, futebol, andebol...), de jogar computador e de ouvir música.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A minha apresentação

Sou o Mário, tenho 14 anos, moro em Tomar e adoro futebol.
Sou guarda-redes na União de Tomar e sou um rapaz divertido : D
Quando for maior gostava de ser guarda-redes profissional e sonho poder um dia jogar na 1ª Liga Inglesa de Futebol : D
Fiquem bem ;)

sábado, 14 de novembro de 2009

A minha apresentação

Olá! Eu chamo-me Sofia Martins e resido em Tomar, onde sempre vivi. Tenho 14 anos.
Não pratico nenhum desporto, mas adoro ouvir música, ver filmes e séries televisivas.
No futuro pretendo tornar-me actriz. Mas por enquanto vou dedicar-me aos estudos, para conseguir atingir os meus objectivos.

A minha apresentaçao

Olá!
Eu chamo me Ricardo Natividade mas gosto que me tratem por Naty.
Vivo em Tomar e sou um grande fã de futebol.
Gosto de jogar futebol e gosto de jogar computador.
xD

domingo, 8 de novembro de 2009

Crónica - Um bonito gesto de Solidariedade

Numa fria tarde de Sábado, fui até Lisboa com os meus pais e com o meu irmão às compras. Depois de o meu pai estacionar o carro dirigimo-nos à baixa.

Foi horrível a sensação de miséria que lá tive: de poucos em poucos metros estava sentado um sem-abrigo.

Continuei a andar… Mais à frente, estava outro sem-abrigo que estava vestido com roupas bastantes rotas e tinha um chapéu à sua frente, para onde pedia para colocarem esmolas, e uma caixa de cartão, onde se encontrava sentado. Este estava a ser vítima de vandalismo – uns delinquentes pontapearam-no, tiraram-lhe o chapéu com as moedas e rasgaram-lhe a pequena caixa de cartão. Todos olhavam mas ninguém fazia nada.

Eles acabaram por ir embora, com receio que a policia aparecesse. Nessa altura, um homem chegou-se ao pé dele, tirou um comprido casaco castanho que tinha ar de ser bastante confortável e quente e entregou-o gentilmente ao sem-abrigo. Ambos trocaram sorrisos.

Para muitos, aquele casaco não passa de uma peça de vestuário, mas para aquele pobre homem é uma casa, um abrigo.

Francisca Oliveira.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A minha apresentação

Olá, eu sou a Catarina, tenho 14 anos e vivo em Tomar.
O que eu mais gosto de fazer é ver séries televisivas, ler e estar com os meus amigos.
Quanto à minha futura profissão, gostava de ser educadora de infância ou então professora.


sábado, 31 de outubro de 2009

O Nosso Mundo

Nessa manhã de domingo, quando acordei, estava estranha. Sentia-me cansada, parecia que tinha passado a noite acordada, era como se tivesse sonhado a noite inteira e de manhã sentisse a cabeça pesada. Então enquanto me vestia, resolvi ir sentar-me num banco de jardim. Enquanto estava sentada no banco, olhei em meu redor e vi todos os tipos de gerações... As crianças a brincarem na relva, os pais a conversarem uns com os outros, os adolescentes a namorarem e lá ao longe vi quatro homens, quatro idosos sentados em volta de uma pequena mesa e com sete cartas nas mãos. Foi então que comecei a perguntar-me porque é que havia tanta violência no mundo? Porque é que nem todas as crianças tinham o direito a brincar e a rebolar na relva? Porque é que nem todos os adolescentes aproveitavam a melhor fase das suas vidas para namorarem, estudarem, para se formarem e se tornarem indivíduos que respeitam as pessoas e que são respeitados? E por que razão é que nem todos os idosos podem viver os seus últimos anos felizes e em paz com as sua famílias e amigos? Porque é que o mundo não era como o que eu via naquele parque? E o que se passa na cabeça daquelas pessoas que pensam que não precisam das crianças, dos adolescentes e dos idosos para serem felizes?
Mas a verdade é que nós precisamos uns dos outros!

A Minha Apresentação

Eu sou a Mariana Carlos e tenho 14 anos.
Gosto de estar com os meus amigos e de me divertir. Também acho que sou simpática e divertida.
Ainda não tenho bem a certeza que curso quero tirar, mas sempre gostei bastante de medicina. Sei também que é um curso bastante difícil.
Fiquem Bem. ; )

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A história de vida de um pedinte

No outro dia, ia eu a passear junto à Roda do Mouchão, quando vi um grupo de crianças a brincar, talvez fosse o jogo da macaca ou um semelhante. Sim, ainda hoje, conseguimos encontrar crianças a jogar à macaca. Mas, o que me chamou mais a atenção não foi o grupo de crianças a jogar à macaca, foi sim um senhor alto, de cabelos compridos que, tristemente, abordava quem passava, pedindo dinheiro.
Era um dia quente, alegre. Porém, a tristeza evidente na face daquele homem rapidamente me deu alguns arrepios, talvez fosse de frio ou até mesmo de compaixão.
Decidi sentar-me num banco daquele jardim. Depois, pensei que, se estivesse ali sentada e deprimida não ia melhorar aquilo que considerava uma desigualdade social. Então, levantei-me e fui falar com ele:
- Boa tarde! – Saudei-o eu.
- Boa tarde, menina. Não quer dar uma moedinha para eu comer qualquer coisa? – Perguntou ele.
- Talvez, mas primeiro quero falar um bocadinho consigo, conhecer a sua história de vida. Conte-me! – Incentivei-o eu.
- Quer falar comigo? Há quanto tempo é que ninguém me diz que quer falar comigo… Sabe, eu viva bem, era um rapaz solteiro, até que comecei a frequentar o casino… A partir do primeiro dia em que o fiz, fiquei viciado no jogo. Destruí toda a herança dos meus pais naquilo… Agora para comer, tenho de pedir – declarou ele com um ar abatido.
Confesso que fiquei extremamente comovida. Fiz um esforço enorme para suster as lágrimas. É óbvio que lhe dei dinheiro, dei-lhe todas as moedas que tinha.
Regressei a casa. De vez em quando, ainda me vem à memória aquele homem de longos cabelos que nunca mais voltei a ver.

Apresentação

Olá! Eu sou a Sara Alcobia. Nasci no dia 16 de Agosto de 1995 em Tomar, onde vivo.
Sou grande apreciadora de animais. Quero ser médica veterinária, de profissão.
Sou sincera, amiga dos meus amigos, extrovertida, compreensiva… Gosto imenso de sair com os meus amigos, ir às compras, escrever e montar a cavalo.

sábado, 24 de outubro de 2009

A vida que nos parece injusta ...

Será que vamos ver apenas aquilo que queremos? Será que a saudade dura para sempre?
No Verão passado, quando estava numa esplanada a beber um delicioso sumo de laranja, ouvi uma rapariga chorar. Era jovem, bonita e parecia ter muita “garra” no coração. Que estaria ela a sentir? Estava sozinha e decidi falar com ela… Ela contou-me a sua história:
“ O meu avô faleceu. O seu definhamento durou 15 dias. Primeiro vieram os sintomas, depois as consultas e o diagnóstico. Uma semana foi o tempo que tivemos para nos prepararmos para o mais certo.”
Desde logo, senti que tinha de a ouvir. Ela dizia que não conseguia chorar, porém sofria com tudo aquilo que lhe dizia. Contou-me, ainda, como se sentiu no dia em que o avô faleceu.
Na verdade, nunca sabemos quando vai acontecer, mas os mais velhos falam muitas vezes na única certeza que temos na vida:"Um dia havemos de partir todos!" E a vez daquele homem chegou! Depois do choque, vem a tristeza e o sentimento de que nos falta algo. Fazemos juízos de valor, devíamos ter feito isto, dito aquilo e ter aproveitado o tempo. Sinto que também devia ter aproveitado todo o tempo que já passei, mas que muitas vezes, desperdicei, tal como ela. Nem sempre é fácil prosseguir com a vida, mas ela disse-me uma coisa que me fez pensar: Temos que ser felizes e aproveitar todas as oportunidades e felicidades que a vida nos oferece…!
Por vezes, não conseguimos olhar para o interior de cada pessoa e por isso só vemos aquilo que queremos. Ela mostrou-me que nem sempre é assim, apesar de estar mal, tentou mostrar-me que a vida não é injusta. É apenas o ciclo da vida! A saudade dura para sempre, mas com o passar do tempo, a dor é atenuada por alegrias e outras emoções. Mas, a dor fica no coração. Não te esqueças que pode não haver amanhã…

A minha apresentação

Olá! Eu sou a Patrícia Cândido e tenho 13 anos. Sou natural da cidade de Tomar, onde frequento a turma B do 9ºano da escola EB2,3 Gualdim Pais. Gosto de fazer desporto, principalmente natação e voleibol. Adorava viajar mais e conhecer locais como Nova York, Paris e outros. O meu maior sonho é ser feliz!!!!

Retrato da Solidão Moderna

Ligo a televisão. Oiço uma notícia particularmente triste, foi encontrado um cadáver de um cidadão português em Paris. Até ai nada de mais é só mais um estranho que morre incógnito no mundo. Estranha, foi a maneira como o encontraram, sentado numa poltrona com um livro ao colo, na sua própria casa. Mais estranho ainda, foi o facto de já ali estar imóvel e só à dois anos. Isto fez-me pensar, dois anos sentado com um livro, morto, e ninguém dá por nada. Houve um dia que o seu filho o procurou, tocou á campainha e não obtendo resposta virou costas e não quis mais saber. A companhia da luz e da água já lhe tinham cortado os serviços, mas nem pelo dinheiro se preocuparam em saber dele. Os vizinhos não estranharam nunca se saber nada do homem. A caixa do correio estava apinhada de cartas por ler desde 2007. Estava completamente sozinho. Dois anos em que ninguém quis saber dele. Dois anos mergulhado numa solidão de morte na eterna cidade do amor. Dois anos. O tempo que leva um bebé a transformar-se numa criança, o tempo que levam os romances mais profundos da adolescência, o tempo que leva escrever um livro, o tempo que leva ao mundo dar-se conta que alguém deixou de fazer tudo o que era habitual fazer, a dar-se conta que alguém morreu.

Nesta sociedade urbana estamos mais próximos uns dos outros, e no entanto mais afastados que nunca. Corremos contra centenas de pessoas todos os dias, todas apressadas para os stresses diários. Estamos cada vez mais independentes uns dos outros, numa sociedade onde estamos cada vez mais interligados, e cada vez mais afastados. Vamos no meio de uma multidão e mesmo assim estamos sozinhos. Almoçamos rapidamente em restaurantes atulhados e mesmo assim não deixamos de estar sozinhos. Viajamos em metros que mais parecem latas de sardinhas e não temos a quem chamar amigo. Parece que só somos unidos quando dá o futebol… Só nos damos conta que os outros também têm sentimentos quando ouvimos destas histórias… Custa-me a crer que não nos importemos minimamente com os outros…

Mas talvez tenha sido melhor. Às tantas era um homem detestável, antipático e trombudo, e por isso ninguém ligou. Às tantas foi o melhor para ele, viver na solidão não é Viver. Quem sabe se um anjo o ouviu chorar nas noites de lua cheia, sozinho, baixinho, e decidiu levá-lo para um lugar melhor? Quem sabe se não foi por compaixão que a centelha de vida abandonou o seu corpo? Quem poderá dizer que não foi o livro que o matou, dando-lhe emoções de papel tão mais fortes que as da realidade que o seu cansado coração não aguentou? Quem poderá afirmar que não havia uma dama na sua vida esperando impacientes horas a sua chegada, imaginando o pior? Quem poderá dizer que ele não suspirava por um cavalheiro? Nunca se sabe, ele pode ter decidido afogar as mágoas num bom Porto Ferreira e acabar por dar cabo do coração.

Poderás afirmar que ele era feliz? Poderei especular que ele era triste?

Uma coisa é certa: passou os seus últimos momentos só, morreu, e continuou sozinho, preso num retrato congelado da solidão do homem moderno.


Crónica por:

Gabriela Marramaque e Gonçalo Matos

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A minha apresentação

Olá! Eu sou a Gabriela, a aluna número 10 do 9ºB. Tenho 14 anos, adoro ler, gatos, a Internet, chocolate e sushi! O meu grande sonho é ser cantora, mas também gostaria de ser psicóloga criminal ou patologista. As minhas disciplinas favoritas são Ciências Naturais e Ciências Físico-Químicas. Os meus passatempos favoritos são ler, tocar guitarra, cantar e navegar na Internet. A coisa que eu mais repudio é o preconceito e o meu pior defeito é ser um bocado preguiçosa.
Espero que se divirtam a ler nosso blog! Fiquem bem! ^^

domingo, 20 de setembro de 2009

O NOSSO BLOGUE...


Olá a todos!

Iremos partilhar convosco os trabalhos que realizarmos ao longo do ano lectivo de 2009 / 2010.

Aguardamos a vossa visita! Até já!