sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Eu, a minha reflexão e o mundo

Ali estava eu. Deitada na relva a olhar para o céu, acompanhada de amigos que estavam a conversar. Pois, eu sei é que não estava a ouvir nada do que eles estavam para ali a dizer. Naquele dia estava pensativa, empreendia numa história que uma amiga minha me tinha contado há uns tempos. Era mais ou menos assim:
"Ela tinha uma melhor amiga. Dava-se bem com toda a gente. Mas as pessoas mudam. E aquela que, num dia, era a sua melhor amiga, no outro, era uma estranha que vagueava ao seu lado a falar só sobre si sem pensar se a outra rapariga queria dizer algo ou não. Tudo tem o seu limite. E ela acabou por chegar ao seu. Afastou-se... Cansou-se de ser tratada como inferior. Já não se falam. Já não dizem olá. Já não se conhecem. Os dias seguintes foram difíceis. É como se toda a gente se tivesse afastado dela. E de facto, era verdade. Quantos mais dias passavam, mais a rapariga se apercebia que a que se denominou de sua melhor amiga em tempos, agora afastava toda a gente de si, deixando a rapariga sozinha. O tempo passou e tudo foi deixado para trás. Seguiram caminhos diferentes pela mesma estrada...".
Agora, eu reflicto. Reflicto sobre o mundo em que vivo e as pessoas que o habitam. Lembro-me de quem gostei, de quem apoiei e de quem no fim me desiludiu. A verdade é que as pessoas mudam. E isso entristece-me muito. Para ser sincera, custa. Custa imenso. Custa-me saber que o mundo está cheio de pessoas com más intenções. Custa-me saber que pessoas sofrem todos os dias, choram a todos os minutos e levam uma vida inteira a morrer de solidão. E sabem que mais? Custa-me ainda mais saber que um dia tive pessoas a meu lado que se diziam minhas amigas, mas que não acreditavam numa única palavra que saía da minha boca.
E aqui estou eu. Pronta para dormir mais uma noite com a esperança de que o dia seguinte me sorrirá mais que o anterior.

Sem comentários:

Enviar um comentário