Será que vamos ver apenas aquilo que queremos? Será que a saudade dura para sempre?
No Verão passado, quando estava numa esplanada a beber um delicioso sumo de laranja, ouvi uma rapariga chorar. Era jovem, bonita e parecia ter muita “garra” no coração. Que estaria ela a sentir? Estava sozinha e decidi falar com ela… Ela contou-me a sua história:
“ O meu avô faleceu. O seu definhamento durou 15 dias. Primeiro vieram os sintomas, depois as consultas e o diagnóstico. Uma semana foi o tempo que tivemos para nos prepararmos para o mais certo.”
Desde logo, senti que tinha de a ouvir. Ela dizia que não conseguia chorar, porém sofria com tudo aquilo que lhe dizia. Contou-me, ainda, como se sentiu no dia em que o avô faleceu.
Na verdade, nunca sabemos quando vai acontecer, mas os mais velhos falam muitas vezes na única certeza que temos na vida:"Um dia havemos de partir todos!" E a vez daquele homem chegou! Depois do choque, vem a tristeza e o sentimento de que nos falta algo. Fazemos juízos de valor, devíamos ter feito isto, dito aquilo e ter aproveitado o tempo. Sinto que também devia ter aproveitado todo o tempo que já passei, mas que muitas vezes, desperdicei, tal como ela. Nem sempre é fácil prosseguir com a vida, mas ela disse-me uma coisa que me fez pensar: Temos que ser felizes e aproveitar todas as oportunidades e felicidades que a vida nos oferece…!
Por vezes, não conseguimos olhar para o interior de cada pessoa e por isso só vemos aquilo que queremos. Ela mostrou-me que nem sempre é assim, apesar de estar mal, tentou mostrar-me que a vida não é injusta. É apenas o ciclo da vida! A saudade dura para sempre, mas com o passar do tempo, a dor é atenuada por alegrias e outras emoções. Mas, a dor fica no coração. Não te esqueças que pode não haver amanhã…
sábado, 24 de outubro de 2009
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