quinta-feira, 25 de março de 2010

As aparências

Conta-se que, um dia, uma senhora de nome Linda bateu à porta de um homem muito poderoso na vila e que nunca mais saiu daquela casa. Os poucos que a conheciam diziam que tinham o poder de encantar os homens com o seu charme e beleza. Naquela altura, era estranho e inusual as mulheres poderem mostrar tudo aquilo que realmente eram.
Na casa do Sr. Augusto, o homem muito poderoso da vila, existiam muitas empregadas. Uma delas era a Marta que tomava conta da senhora Linda, que necessitava de alguns cuidados devido à sua idade. Corria o boato de que a D. Linda e o Sr. Augusto eram amantes, que não queriam admitir… Sabem, quando as pessoas já não têm mais que fazer começam a tentar viver a vida dos outros.
Quando a Dona Maria ouviu aqueles boatos, ainda era muito jovem, decidiu saber o que realmente se passava. Foi à grande mansão e tentou esclarecer todos os boatos que ouvira. A senhora disse-me que a D. Linda era muito simpática e que os boatos não passavam de boatos. Ela não tinha nada de mal, apenas queria ajudar o Sr. Augusto que estava doente. Graças aos seus conhecimentos medicinais conseguiu ajudá-lo, e durante o tempo que passaram juntos cresceu algo mais forte que a amizade.
Esta história pode ajudar-nos a perceber que não devemos julgar as pessoas pela aparência, sexo, idade ou personalidade. Durante toda a nossa vida temos de fazer esforços para compreender os outros, só assim seremos compreendidos e poderemos viver em paz com a nossa consciência. Devemos outra lição a aprender: Temos de viver mais a nossa vida e deixar a dos outros para trás. Porque é essencial VIVER.

Visita de Estudo

No passado dia 4 de Março, todas as turmas do 9ºano da nossa escola deslocaram-se a Lisboa, no âmbito das disciplinas de História e Língua Portuguesa.
Após uma longa viagem de autocarro, visitámos o Museu do Teatro. Este está localizado num espaço amplo, muito agradável e com muita vegetação, o que nos permitiu um almoço muito relaxado e tranquilo. Tivemos a oportunidade de observar algumas caricaturas de famosos artistas ligados ao mundo da música. Propriamente no Museu do Teatro embarcámos numa viagem ao passado com uma simpática guia que nos contou diversas histórias sobre os actores e o teatro português. Vimos alguns trajes e maquetas de importantes teatros portugueses. Aprendemos, ainda, como funciona o palco, o nome dado às cortinas e aos restantes elementos que o compõe, como a teia e os cenários. Neste contexto, observámos algumas maquetas de cenários e os seus projectos.
Assistimos, ainda, à peça de teatro “O Auto da Barca do Inferno”, que foi escrita por Gil Vicente no séc. XVI. A Companhia de Teatro “O Sonho” ofereceu a todos os espectadores uma hora extraordinária de emoção, divertimento e risos. A interacção entre o público e os actores foi muito boa, o que demonstra a capacidade que os actores possuem para fazer improvisações e, simplesmente, representar.
Com esta visita de estudo, todos ficámos a ganhar… Além de tudo o que aprendemos, divertimo-nos e apreciámos ao máximo aquele dia.

Notícia


No passado dia 2 de Março, teve lugar no porto das barcas o julgamento do Frade, que vinha acompanhado pela moça Florença.
Decorrente da sua vida de pecado e perdição, o Frade cortesão, que sabe o tordião, é julgado. Tenta ensinar ao Diabo outra das suas artes, o esgrima. Perante as acusações feitas pelo Diabo defende-se com o facto de todos os outros Frades cometerem os mesmos pecados que ele. Diz, ainda, que merece o Paraíso, pois vestia um hábito e rezava muitos salmos. Desloca-se à Barca da Glória, porém nada consegue e junta-se à Barca do Diabo com a sua amada Florença.

Relatório da Visita de Estudo a Lisboa


No dia 4 do mês de Março, realizou-se uma Visita de Estudo a Lisboa, no âmbito das disciplinas de História e Língua Portuguesa. Contou com a participação de todas as turmas do 9ºano da escola EB2,3 Gualdim Pais.
À hora prevista, 8h30m, os dois autocarros iniciaram a viagem com destino a Lisboa, fazendo uma pequena paragem na estação de serviço de Aveiras, como é habitual. Por volta das 11h20m, chegámos ao destino e ficámos encantados quando vimos pela primeira vez o jardim do local onde está instalado o Museu Nacional do Teatro. Primeiramente, visitámos uma sala onde estavam expostas variadíssimas caricaturas pertencentes a famosos artistas ligados ao mundo da Música.
De seguida, visitámos o Museu Nacional do Teatro com uma simpática guia que nos levou ao passado. Ficámos a conhecer melhor o Teatro Português e alguns daqueles que fizeram histórias, actores como Vasco Santana e Beatriz Costa, que fizeram Portugal “Chorar a rir”. A guia mostrou-nos algumas roupas chamadas “trajes de cena” usadas, durante importantes espectáculos. Uma das histórias que ouvi deixou-me particularmente curiosa. Passou-se no Teatro D. Maria II, onde uma Companhia de Teatro queria apresentar ao público a peça de William Shakespeare “Macbeth”. Há quem diga que foi amaldiçoada pelo autor, pois sempre que é apresentada ao público acontece algum azar. Foi o que aconteceu ao Teatro D. Maria, este incendiou-se. Contudo, diz-se que poderá ter sido um curto-circuito.
Após a visita, fomos almoçar no magnífico jardim que se localiza naquele sítio e às 13h30m já estávamos no autocarro para nos deslocarmos até ao Cais do Sodré. Assistimos á peça “Auto da Barca do Inferno” ,que foi escrita por Gil Vicente e apresentada pela Companhia de Teatro “O Sonho”. Os actores interagiram com o público, o que tornou a peça ainda mais divertida. A caracterização das personagens estava muito boa, o cenário era simples, mas transmitiu a ideia pretendida.
Com esta Visita de Estudo ficámos a compreender melhor a peça de Gil Vicente que já tínhamos estudado na aula de Língua Portuguesa. Aprendemos mais um pouco sobre a história do nosso país e das pessoas que a ajudaram a fazer. Todos nós trazemos mais conhecimento e a certeza que a cultura no nosso país ainda não se perdeu…

terça-feira, 23 de março de 2010

O meu Segredo

Num maravilhoso dia de Primavera, os melhores atletas da minha idade, estavam reunidos num estágio em Luso, para preparar o Campeonato Nacional de Marcha.
Depois de um dia de treino, chegou a hora de descansar.
Reunimo-nos num calmo e relaxante jardim.
Enquanto conversávamos sobre as nossas competições e sobre o que fazíamos nos treinos, o Fernando pergunta-nos:
- Qual é o vosso segredo para conseguirem ganhar tantas provas?
- Uma boa pergunta! - respondeu a Maria.
- Eu tomo suplementos e frequento um massagista – concluiu.
A conversa continuou, sobre os factores do sucesso. Como não me manifestava, o Fernando perguntou-me:
- E tu Mariana. Como consegues estes resultados?
- O meu segredo é ter uma família que me apoia e que me ajuda sempre que necessito. Também é o trabalho e a dedicação, mas fico muito contente quando o meu pai me diz que está muito orgulhoso de mim e que sou uma campeã – respondi.
O silêncio fez-se no grupo.
Passado algum tempo a conversa voltou e o tema abordado foi o perigo dos suplementos nos jovens e que para sermos um dos seleccionados temos é que treinar e ter o apoio da família.



Mariana Mota nº17

Frade Condenado

No passado dia 27 do mês de Maio do ano de 1517 da Era de Nosso Senhor Jesus Cristo, foi o frade acabado de expirar, condenado às chamas infernais, durante o julgamento final da sua alma no cais de partida para o outro Mundo.
O frade que seguia uma vida mundana, pecaminosa, foi confrontado pelo Diabo e pelo Anjo com os pecados que cometera em vida e, ao que parece não terão sido poucos, o frade levava uma vida de prazeres, tinha namoradas, ambicionava honras e cargos, bebia e até aprendeu esgrima. Ele pretendia valer-se dos salmos que tinha rezado e das missas que tinha ido que, ali, de nada lhe valeu.

Mariana Saramago Mota nº17

Carta de Reclamação

Tomar, 3 de Fevereiro de 2010

De: Mariana Mota
Para: Exmo. Chefe de cozinha
Assunto: Reclamação de Atendimento

No passado dia 2 de Fevereiro de 2010, fui com os meus pais ao seu restaurante. Inicialmente fomos bem recebidos. Após nos ser entregue a lista, efectuamos o pedido do seu famoso prato de cozinha “bacalhau com batatas à moda do chefe” e para beber 4 sumos Compal de Pêra.
Após algum tempo a comida foi servida. Para surpresa nossa a comida estava fria e foi-nos servida Coca-Cola como bebida.
Reclama-mos na altura mas o seu empregado não aceitou a reclamação. Pedimos o livro de reclamações e ele também não o disponibilizou.
A despesa total, 125 euros é superior ao valor indicado na lista em 50 euros e não nos foi passada a factura.
Apresento assim a minha reclamação que agradece resolução com brevidade. Espero que nos seja devolvido o dinheiro.

A cliente, Mariana Mota

Mariana Saramago Mota nº17

domingo, 21 de março de 2010

Frade Condenado

Ontem, à tarde, para espanto de muitos o frade foi condenado à barca infernal no cais de partida para o outro mundo.
Foi condenado por inúmeros pecados cometidos enquanto este era vivo, sendo o de maior peso, ter uma namorada, desculpando-se que os outros frades também tinham uma namorada e também de rezar muitos salmos, que ainda assim não lhe valeu de nada. Não deixa de ser uma enorme surpresa, ver-mos um frade a ser condenado ao Inferno, depois de pertencer durante a sua vida à ordem religiosa. Embarcou então, na barca do Diabo

Mário Ribeiro nº 18 9ºB

O sonho nasceu


Era eu pequeno, tinha 6 anos, e algo grande me esperava no futuro, um sonho, um culto de vida.
Era um dia normal e o meu pai, que no futuro iria tornar-se mais importante do que eu poderia esperar, que tinha um amigo dele que era treinador de futebol , que sabia que o meu pai tinha um filho, eu , perguntou-lhe se sabia se eu queria ir jogar futebol . O meu pai sem saber, abordou-me e eu curioso e como queria experimentar algo novo, respondi que sim .
Então, no dia em que os treinos se realizaram, o meu pai levou-me ao campo de treinos , do treinador que provavelmente, é o treinador por quem mais apreço tenho e aquele que me ajudou muito na minha formação de jogador. Gostei e continuei por lá, mas ao segundo treino, o treinador , como viu que faltava um guarda-redes, perguntou à equipa se alguém se oferecia para ser guarda-redes, como ninguém se ofereceu, eu ofereci-me. Nesse treino , fiz uma boa defesa e o meu treinador disse-me " Tens que seguir as pegadas do teu pai " , que também é guarda-redes, e que guarda-redes .
Fiquei entusiasmado e continuei a guarda-redes, e agora, com já 14 anos de idade e 9 anos de futebol ainda tenho o " meu velho" lá atrás da baliza, a dar-me indicações e a chatear-me a cabeça quando é preciso, embora na maioria das vezes, este tenha sempre razão .

Mário Ribeiro nº 18 9ºB

O Nosso Planeta

Acho que todos temos conhecimento de que existem imensas lixeiras espalhadas por todo o país, mas a pergunta é: Porquê?
A maior parte das lixeiras localiza-se a alguns quilómetros da localidade mais próxima, o que levanta uma questão: por que é que existem pessoas se dão ao trabalho de ir tão longe de propósito para despejar lixo quando há caixotes do lixo “espalhados” por todo o lado? E como conseguem essas pessoas ser tão cruéis ao ponto de deixarem todo o tipo de lixo espalhado pelo meio de árvores, arbustos, plantas? Eu não o conseguia fazer e acho que as pessoas que o fazem deviam ser punidas.
Todos nós somos responsáveis pela “saúde” do Planeta e, portanto, responsáveis pela saúde de todos os que habitam na Terra. Todos os erros que cometemos em relação à “saúde” do Planeta viram a reflectir-se na nossa saúde e na nossa vida. E já começamos a sentir as consequências dos nossos actos: crescimento das ocorrências de terramotos por todo o globo, temperaturas anormais, tempo instável, etc. Temos que parar de cometer este tipo de erros ou iremos causar danos irreparáveis no Planeta.



Ana Maria Ferreira Gameiro Nº5 9ºB

sexta-feira, 19 de março de 2010

A escolha da vida

A vida é um caminho. Um caminho que se percorre como se quiser. A vida é uma mistura de alegrias, tristezas e sofrimentos enrolados num fio de emoções a que chamamos coração. Há tantas perguntas…tantas curiosidades. Aliás, o ser humano é a coisa mais espectacular que existe. Nós sentimos e pensamos de uma maneira extraordinária. Nós julgamos antes de conhecer e erramos antes de aprender. Nós dizemos que não a algo, mas no fim aceitamos sempre o que quer que seja. Somos todos diferentes, mas no fundo, somos todos iguais, porque basicamente, temos as mesmas necessidades, os mesmos desejos, angústias ou felicidades. No fundo, todos queremos o mesmo: tudo. Queremos tudo aquilo que ambicionamos, mas que raramente conseguimos obter. Queremos não ter que sofrer milhões de vezes, errar milhões de vezes e pedir desculpa milhões de vezes. Queremos voltar atrás quando estamos a sofrer e parar no tempo quando nos sentimos bem e estamos com alguém que gosta mesmo de nós. Queremos apagar o nosso Passado, modificar o nosso Presente e prever o nosso Futuro. Queremos sempre mais do que aquilo que temos. Mudamos de um dia para o outro e perdemos pessoas que nos eram importantes por coisas estúpidas e sem sentido. Somos influenciáveis e idiotas, porque só quando perdemos alguém é que nos apercebemos do valor que esse alguém tinha para nós. Queixamo-nos, resmungamos, enfurecemo-nos…e na maior parte das vezes, agimos sem pensar e culpamo-nos por alguma vez ter dito a coisa errada, no momento errado, à pessoa errada.

O amor é complicado. A amizade, frágil. Mas a vida, é maravilhosa. Porque obriga-nos a cometer erros e injustiças, para mais tarde nos ensinar o verdadeiro valor de tudo o que se passa à nossa volta. Obriga-nos a chorar e a sofrer, para depois nos dar felicidade. Obriga-nos a olhar para a nossa própria imagem e pensar que não vale a pena arriscar, perder ou julgar, quando podemos deixar as coisas acontecerem da melhor maneira que elas próprias encontrem. A vida é o que nós escolhermos.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Homem da Igreja condenado ao Inferno

No 1º dia do mês de Março de 1530, o nosso sagrado Frei Gabriel foi condenado a entrar na Barca Infernal, no cais de partida para o mundo dos mortos.
Isto sucedeu-se depois de um julgamento feito pelo Diabo e pelo Parvo.
Houve musica e dança, feitas por o Frade e por Florença, a sua moça e também uma lição de esgrima que o Frade deu ao Diabo, o que só mostra a falta de cumprimento dos votos de castidade, mostrando-se cortesão.
E assim, após este julgamento, Frei Gabriel e Florença não embarcaram na Barca Celestial, mas sim na Barca Infernal, seguindo rumo ás chamas ardentes do Inferno.

Carta de Reclamação

Bom dia!
Catarina Brito, Rua de Coimbra, 9XXXXXXXX
Eu, Catarina Brito, venho por este meio informá-lo no dia 2 de Fevereiro de 2010 com o objectivo de o avisar do que se sucedeu no seu restaurante.
Para começar, a comida estava fria, as bebidas que pedimos não foram as que nos entregues e não foram trocadas e, para finalizar a conta tinha parcelas a mais.
Com isto espero que indemize me indemize ou com uma nova refeição pelo mesmo valor ou esse mesmo valor em dinheiro.
Os meus cumprimentos
Catarina Brito

Carta de Reclamação do Fidalgo

Boa Tarde!
Desculpe o incomodo, mas eu, Fidalgo de solar Dom Anrique , habitante do Inferno, Rua da chama de Berzubu nº 5, venho por este meio informá-lo que o seu subordinado hierárquico não me levou na sua Barca, no dia da minha chegada ao cais.
Assim, espero uma indemnização, e acho que a ideal seria embarcar na Barca Celestial rumo ao Paraíso.
Obrigado pela sua atenção
Fidalgo Dom Anrique