quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Andando vai para a escola

Andando vai para a escola
Leonor, lentamente.
Vai atrasada, mas contente.

Leva nas mãos o caderninho
dos seus poemas e redacções,
a sua vida, as suas paixões,
ela leva pelo caminho.
Traz um casaquinho
mais branco que a neve pura
Vai pela relva, pela verdura.

Cai um pingo, subitamente
na face de Leonor
A chuva substitui o calor
e cai sobre ela e a sua sacola.
Correndo vai para a escola
Leonor, apressadamente.
Vai atrasada, mas contente.


Ana Catarina Barros nº4 9ºB

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Cronica

Naquela tarde de sexta-feira, como sempre, tinhamos aula de estudo acompanhado. Estava calor para a época, pois já estavamos em Outubro e as temperaturas ainda subiam aos 30ºgraus. A professora indicara a realisação de um trabalho: tinhamos de escrever uma cronica. Fiquei um pouco aborrecido, porque, além de cansado, nao me surgia nenhuma ideia sobre a qual devia escrever. Estive um bom bocado a olhar para o papel em branco.
Defenitivamente apetecia me desistir.
Enquanto fazia uns arabescos na folha do caderno, ia pensando nos bons jogos que a selecçao portuguesa tem feito nos ultimos tempos.
Com efeito, eu já pensara que nunca chegariamos a qualificar nos para o play-off. É certo que os portugueses, têm garra, este povo manifesta a sua ambição e a sua vontade de vencer nos momentos mais dificeis e quando tudo já parece perdido. Portugal tinha de vencer os dois jogos com a hungria e a Malta e esperar que a Suécia perdesse um jogo.
Quando dei por mim, estava a escrever uma crónica sobre futebol, quando no inicio nem uma palavra me apetecia escrever.

Ricardo Natividade nº 22 9ºB

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Carregada vem da fonte

Carregada vem da fonte,
Leonor pelo deserto,
Vem cansada e bem segura

Carrega dois baldes pesados,
Com as suas mãos sofridas
Vestida com roupas compridas
e sapatos acastanhados,
Todos os dias usados
Caminhando com amargura,
Vem cansada, e bem segura.

Usa um lenço de algodão,
Que cobre o cabelo volumoso
Indo no deserto ventoso,
Leva àgua à multidão,
Com toda a alma e coração
E com um pouco de formosura,
Vem cansada e bem segura.


Patrícia Matos nº20 9ºB

Carregada vem da fonte

Carregada vem da fonte
Leonor pelo deserto,
Vem cansada e bem segura
Com quatro homens por perto

Descalça vem da fonte
Tão formosa donzela
Carrega nos ombros a água
Para todos beberem dela

Cansada e escura
Transparente e cintilante
Vai formosa e vai segura
A água refrescante

Leve e Pura
Descalça vai, Leonor pela areia
A água a todos leva
Tanta falta faz a quem semeia.

Mariana Mota nº 17 9ºB

domingo, 6 de dezembro de 2009

A Neve Caía Sobre Paris


Quando acordei fui para o pé da minha janela ver a neve a cair e a derreter sobre o chão da Avenue Foch. Era o primeiro ano que eu passava sozinha em Paris. Tentava constantemente esquecer-me de que era Natal, para não sentir tanta angústia de estar só. Era muito triste passar o Natal, sozinha, sem a minha grande família.
Paris nesta época era capaz de ser a cidade mais bonita que já tinha visto!
Viam-se poucos carros na avenida. Estava toda a gente dentro das suas casas a festejar o dia de Natal.
Os meus pensamentos foram interrompidos pelo barulho estridente do meu telemóvel a tocar. De novo? Passara a manhã toda a tocar! E sempre que ia ver o remetente, eram familires ou amigos. Diziam sempre quase todos a mesma coisa:
- Estás bem? Porque é que nunca mais atendias o telemóvel? Não fiques triste, vais ver que para o próximo Natal ou vens tu a Portugal ou vamos nós ai! - era o meu irmão mais velho.
- Oh, não se preocupem, eu estou bem… - menti.
- Sabes? Mentes muito mal, miúda. Mas já sabes se precisares… - e deixou a frase a meio.
- Sim eu sei! Obrigada! - disse tentando tranquiliza-lo.
- Olha miúda, tenho que desligar… Já sabes que ligar para ai fica caro! Beijinho. Porta-te bem. Nada de noitadas… - avisou, dando uma gargalhada.
- Não te preocupes, eu porto-me bem. Beijinho. - e desliguei.
De todas as más experiencias que tinha passado, esta estava sem dúvida no top das 10. Nunca mais queria passar o Natal, sozinha, nem mesmo que fosse numa das cidades mais bonitas que alguma vez conhecera. O Natal sem a família era muito triste.
As horas iam passando, Paris ia anoitecendo, á medida que a neve caia. E eu continuava sentada no cadeirão, com a lareira acesa.

Lá vai a Leonor

Carregada com as compras vem
Leonor pelo comprido passeio;
Vai cansada e sem receio.

Leva na cabeça uma fita de jornal,
Os pesados sacos na mão,
Os sapatos de cabedal,
A alegria no coração;
Traz um brilhante vestido,
Que esvoaça no recreio.
Vai cansada, e sem receio.

Os seus morenos cabelos,
Os olhos de doce mel
Entre castanhos novelos
Presos por um cordel.
E vai com o marido carpinteiro,
Vai cansada e sem receio.

Que é para ti o Natal?


Natal. Mas, afinal que significado esta palavra terá para as pessoas? Ou talvez não seja apenas uma palavra. Será que para o nosso mundo significa mais que isso? Para muitas pessoas esta época representa apenas um dia ou uma noite em que se oferecem presentes, beijinhos e uma ceia de Natal… É pena!
Estava uma noite mágica, as estrelas no céu dançavam, e fazendo pares, viravam-se umas para as outras, e a alegria da nossa casa sentia-se à distância. Naquela casa um pouco antiga, onde a lareira, ainda, aquecia aqueles que se juntavam á diversão, á felicidade e á descontracção que reinava. As minhas tias e a minha mãe estavam a fazer os últimos preparativos para a ceia de Natal, quando ouço uma pequena discussão dos meus avós, sem qualquer importância ou relevância, uma coisa do acaso. Mas, não sei porquê, apeteceu-me olhar para o céu, para as casas vizinhas, para uma pequeníssima parcela do mundo, e pensar. Aquela discussão, se assim quisermos chamar, não tivera um papel importante naquele momento, é normal as pessoas discutirem assuntos, e além do mais, tudo acaba sempre por se resolver.
No dia 25 de Manhã, à entrada da igreja, senti um arrepio ou algo do género, por olhar para aqueles idosos, que apesar do frio que fazia, estavam lá a ouvir a Palavra de Deus. Olhei para fora da igreja e vi casas, casas onde camponeses, talvez, cansados e fartos da vida que levavam, dormiam ou pensavam na vida…
Que importância tinha aquela irrelevante discussão, se pessoas no Mundo, pobres ou infelizes, não podem ter um Natal como a maioria de nós. Que significado tem para elas o Natal? É apenas mais um dia em que têm de suportar a dor, a tristeza ou as condições precárias de vida. E, é no Natal, que somos mais solidários, por isso se este Natal vires que alguém precisa de ajuda, ajuda-a, nem que seja com o teu sorriso, pois vais ajudar alguém a sentir-se melhor.

sábado, 5 de dezembro de 2009

OlÁ...
Eu sou a Joana Gaspar e pertenço á turma do 9ºB.
Gosto que me chamem pelo meu nome, pois nao gosto muito de alcunhas...
Sou simpática, amiga dos meus amigos e vou contribuir com alguns textos para este blog.
Beijos para todos. =)

a minha apresentação

Olá! Eu sou a Patrícia Matos e tenho 15 anos, aluna do 9ºB, nº20 e vivo em Tomar. Nasci na Suiça, mas vivo em Portugal desde os meus 2 anos de idade. Gosto de ver televisão, ler, ouvir música, fazer compras, viajar, ver filmes, estar com os meus amigos. No futuro quero seguir Artes, gostava bastante de ser Designer ou Fotográfa.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Neve Branca

Fito-a através da janela
Enquanto cai. Lentamente...
Enquanto cai. Levemente...
Até pousar. Suavemente...
É branca, mais branca
Que o linho, mais branca
Que tudo. Caindo
Lentamente...Levemente...
O chão já não é preto
Parece que nunca o foi
Porque a neve lentamente
Onde cai levemente
Deixa tudo branco, suavemente...
Parou. Já não cai
Para lá da janela
Não cai lentamente, nem levemente
Mas lá permanece
Pousada suavemente.

Leonor na actualidade

Leonor vai depressa,
Depressa pela rua
Para onde irá ela?
Tão formosa como a Lua!

No seu sapato alto,
Na sua cintura delicada,
Sobe ela o asfalto e
Toda a gente fica embasbacada!
Direita como um garfo,
Leve como uma pena
Espalha só inveja...
Aquela inveja invejada
Reflectida na sua pele morena.

Continua o seu caminho,
De mala pendurada no braço
Agarra no telemóvel,
Mas...Ai! Que embaraço!
Tropeça na sarjeta,
Cai em cima duma poça
Parte o salto e o telemóvel...
Ai! Que desgraça!
No meio de tanta confusão,
Perde a completa noção...
Mas rende-se à evidência,
De que salto no asfalto,
Não funciona, não!

Leonor não vás depressa,
Vai devagar pela rua
Onde quer que tu vás,
Serás sempre formosa como a Lua!

Eu, a minha reflexão e o mundo

Ali estava eu. Deitada na relva a olhar para o céu, acompanhada de amigos que estavam a conversar. Pois, eu sei é que não estava a ouvir nada do que eles estavam para ali a dizer. Naquele dia estava pensativa, empreendia numa história que uma amiga minha me tinha contado há uns tempos. Era mais ou menos assim:
"Ela tinha uma melhor amiga. Dava-se bem com toda a gente. Mas as pessoas mudam. E aquela que, num dia, era a sua melhor amiga, no outro, era uma estranha que vagueava ao seu lado a falar só sobre si sem pensar se a outra rapariga queria dizer algo ou não. Tudo tem o seu limite. E ela acabou por chegar ao seu. Afastou-se... Cansou-se de ser tratada como inferior. Já não se falam. Já não dizem olá. Já não se conhecem. Os dias seguintes foram difíceis. É como se toda a gente se tivesse afastado dela. E de facto, era verdade. Quantos mais dias passavam, mais a rapariga se apercebia que a que se denominou de sua melhor amiga em tempos, agora afastava toda a gente de si, deixando a rapariga sozinha. O tempo passou e tudo foi deixado para trás. Seguiram caminhos diferentes pela mesma estrada...".
Agora, eu reflicto. Reflicto sobre o mundo em que vivo e as pessoas que o habitam. Lembro-me de quem gostei, de quem apoiei e de quem no fim me desiludiu. A verdade é que as pessoas mudam. E isso entristece-me muito. Para ser sincera, custa. Custa imenso. Custa-me saber que o mundo está cheio de pessoas com más intenções. Custa-me saber que pessoas sofrem todos os dias, choram a todos os minutos e levam uma vida inteira a morrer de solidão. E sabem que mais? Custa-me ainda mais saber que um dia tive pessoas a meu lado que se diziam minhas amigas, mas que não acreditavam numa única palavra que saía da minha boca.
E aqui estou eu. Pronta para dormir mais uma noite com a esperança de que o dia seguinte me sorrirá mais que o anterior.

A minha apresentação

Olá :D
Sou a Carina, tenho 14 anos e vivo em Tomar.
A minha grande paixão é a música e o meu vício é o telemóvel.
Tenho um "ligeiro talento" para fazer poemas e uma grande panca por MJ.
Ainda não sei o que vou ser quando crescer, mas espero ficar a saber no final deste ano...
Espero que gostem do nosso blogue! ^^