sábado, 31 de outubro de 2009
O Nosso Mundo
Mas a verdade é que nós precisamos uns dos outros!
A Minha Apresentação
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
No outro dia, ia eu a passear junto à Roda do Mouchão, quando vi um grupo de crianças a brincar, talvez fosse o jogo da macaca ou um semelhante. Sim, ainda hoje, conseguimos encontrar crianças a jogar à macaca. Mas, o que me chamou mais a atenção não foi o grupo de crianças a jogar à macaca, foi sim um senhor alto, de cabelos compridos que, tristemente, abordava quem passava, pedindo dinheiro.
Era um dia quente, alegre. Porém, a tristeza evidente na face daquele homem rapidamente me deu alguns arrepios, talvez fosse de frio ou até mesmo de compaixão.
Decidi sentar-me num banco daquele jardim. Depois, pensei que, se estivesse ali sentada e deprimida não ia melhorar aquilo que considerava uma desigualdade social. Então, levantei-me e fui falar com ele:
- Boa tarde! – Saudei-o eu.
- Boa tarde, menina. Não quer dar uma moedinha para eu comer qualquer coisa? – Perguntou ele.
- Talvez, mas primeiro quero falar um bocadinho consigo, conhecer a sua história de vida. Conte-me! – Incentivei-o eu.
- Quer falar comigo? Há quanto tempo é que ninguém me diz que quer falar comigo… Sabe, eu viva bem, era um rapaz solteiro, até que comecei a frequentar o casino… A partir do primeiro dia em que o fiz, fiquei viciado no jogo. Destruí toda a herança dos meus pais naquilo… Agora para comer, tenho de pedir – declarou ele com um ar abatido.
Confesso que fiquei extremamente comovida. Fiz um esforço enorme para suster as lágrimas. É óbvio que lhe dei dinheiro, dei-lhe todas as moedas que tinha.
Regressei a casa. De vez em quando, ainda me vem à memória aquele homem de longos cabelos que nunca mais voltei a ver.
Apresentação
Sou grande apreciadora de animais. Quero ser médica veterinária, de profissão.
Sou sincera, amiga dos meus amigos, extrovertida, compreensiva… Gosto imenso de sair com os meus amigos, ir às compras, escrever e montar a cavalo.
sábado, 24 de outubro de 2009
A vida que nos parece injusta ...
No Verão passado, quando estava numa esplanada a beber um delicioso sumo de laranja, ouvi uma rapariga chorar. Era jovem, bonita e parecia ter muita “garra” no coração. Que estaria ela a sentir? Estava sozinha e decidi falar com ela… Ela contou-me a sua história:
“ O meu avô faleceu. O seu definhamento durou 15 dias. Primeiro vieram os sintomas, depois as consultas e o diagnóstico. Uma semana foi o tempo que tivemos para nos prepararmos para o mais certo.”
Desde logo, senti que tinha de a ouvir. Ela dizia que não conseguia chorar, porém sofria com tudo aquilo que lhe dizia. Contou-me, ainda, como se sentiu no dia em que o avô faleceu.
Na verdade, nunca sabemos quando vai acontecer, mas os mais velhos falam muitas vezes na única certeza que temos na vida:"Um dia havemos de partir todos!" E a vez daquele homem chegou! Depois do choque, vem a tristeza e o sentimento de que nos falta algo. Fazemos juízos de valor, devíamos ter feito isto, dito aquilo e ter aproveitado o tempo. Sinto que também devia ter aproveitado todo o tempo que já passei, mas que muitas vezes, desperdicei, tal como ela. Nem sempre é fácil prosseguir com a vida, mas ela disse-me uma coisa que me fez pensar: Temos que ser felizes e aproveitar todas as oportunidades e felicidades que a vida nos oferece…!
Por vezes, não conseguimos olhar para o interior de cada pessoa e por isso só vemos aquilo que queremos. Ela mostrou-me que nem sempre é assim, apesar de estar mal, tentou mostrar-me que a vida não é injusta. É apenas o ciclo da vida! A saudade dura para sempre, mas com o passar do tempo, a dor é atenuada por alegrias e outras emoções. Mas, a dor fica no coração. Não te esqueças que pode não haver amanhã…
A minha apresentação
Retrato da Solidão Moderna
Ligo a televisão. Oiço uma notícia particularmente triste, foi encontrado um cadáver de um cidadão português em Paris. Até ai nada de mais é só mais um estranho que morre incógnito no mundo. Estranha, foi a maneira como o encontraram, sentado numa poltrona com um livro ao colo, na sua própria casa. Mais estranho ainda, foi o facto de já ali estar imóvel e só à dois anos. Isto fez-me pensar, dois anos sentado com um livro, morto, e ninguém dá por nada. Houve um dia que o seu filho o procurou, tocou á campainha e não obtendo resposta virou costas e não quis mais saber. A companhia da luz e da água já lhe tinham cortado os serviços, mas nem pelo dinheiro se preocuparam em saber dele. Os vizinhos não estranharam nunca se saber nada do homem. A caixa do correio estava apinhada de cartas por ler desde 2007. Estava completamente sozinho. Dois anos em que ninguém quis saber dele. Dois anos mergulhado numa solidão de morte na eterna cidade do amor. Dois anos. O tempo que leva um bebé a transformar-se numa criança, o tempo que levam os romances mais profundos da adolescência, o tempo que leva escrever um livro, o tempo que leva ao mundo dar-se conta que alguém deixou de fazer tudo o que era habitual fazer, a dar-se conta que alguém morreu.
Nesta sociedade urbana estamos mais próximos uns dos outros, e no entanto mais afastados que nunca. Corremos contra centenas de pessoas todos os dias, todas apressadas para os stresses diários. Estamos cada vez mais independentes uns dos outros, numa sociedade onde estamos cada vez mais interligados, e cada vez mais afastados. Vamos no meio de uma multidão e mesmo assim estamos sozinhos. Almoçamos rapidamente em restaurantes atulhados e mesmo assim não deixamos de estar sozinhos. Viajamos em metros que mais parecem latas de sardinhas e não temos a quem chamar amigo. Parece que só somos unidos quando dá o futebol… Só nos damos conta que os outros também têm sentimentos quando ouvimos destas histórias… Custa-me a crer que não nos importemos minimamente com os outros…
Mas talvez tenha sido melhor. Às tantas era um homem detestável, antipático e trombudo, e por isso ninguém ligou. Às tantas foi o melhor para ele, viver na solidão não é Viver. Quem sabe se um anjo o ouviu chorar nas noites de lua cheia, sozinho, baixinho, e decidiu levá-lo para um lugar melhor? Quem sabe se não foi por compaixão que a centelha de vida abandonou o seu corpo? Quem poderá dizer que não foi o livro que o matou, dando-lhe emoções de papel tão mais fortes que as da realidade que o seu cansado coração não aguentou? Quem poderá afirmar que não havia uma dama na sua vida esperando impacientes horas a sua chegada, imaginando o pior? Quem poderá dizer que ele não suspirava por um cavalheiro? Nunca se sabe, ele pode ter decidido afogar as mágoas num bom Porto Ferreira e acabar por dar cabo do coração.
Poderás afirmar que ele era feliz? Poderei especular que ele era triste?
Uma coisa é certa: passou os seus últimos momentos só, morreu, e continuou sozinho, preso num retrato congelado da solidão do homem moderno.
Crónica por:
Gabriela Marramaque e Gonçalo Matos
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
A minha apresentação
Espero que se divirtam a ler nosso blog! Fiquem bem! ^^